sábado, 6 de dezembro de 2008

Making Off : A Primeira Jornada – Parte I

Na prática a campanha começou quando todos os personagens dos jogadores se encontraram e descobriram o que tinham em comum. E Isso aconteceu de forma inesperada, nos esgotos da cidade, inclusive após os primeiros combates da campanha. Não é muito difícil detectar o que eles tinham em comum:

Adiel D’ Clayter – Herdeiro de um sobrenome nobre e viciado em jogo, o jovem Adiel acabou vítima de uma armação no Salão da Sereia. Naquela noite, ao adquirir uma dívida que não poderia pagar, foi forçado a fazer um “favor” para seu credor: Acusado de assassinato e mandado para a prisão da cidade, mais precisamente para a mesma cela de um homem conhecido como “O Caolho”. Curiosamente o Caolho já esperava Adiel, na verdade uma mensagem levada por ele: “O Segredo está no Crânio do Padre”.

Além disso, o rapaz também tinha agora um mapa tatuado nas costas que levava justamente a uma pedra em forma de crânio na Vastidão.

Garra de Jaguar – Um elfo oriental cuja infância foi marcada por visões de presságios. Ao atingir a idade adulta, apaixonou-se por uma jovem princesa de uma casa nobre poderosa. Tiveram um romance que resultou numa bela criança chamada Yeanllee. Contudo o casamento não foi permitido, tão pouco os avós maternos aceitaram a criança, logo o elfo teve que cuidar dela sozinho.

Quase uma década depois, Garra de Jaguar sonhou com a morte da própria filha, vítima de uma doença apocalíptica que dizimava a Vastidão. O arquidruida de Brenfor (aldeia onde o elfo vivia) acabou ajudando a interpretar o sonho. Só então o elfo partiu para Sellen levando ao rei daquelas terras uma mensagem: “A vastidão despedaçará como um pergaminho velho, porque os homens cavaram nas entranhas proibidas. Só o maior segredo da coroa poderá deter este mal”.

Phalanx Soccer – Homem de Cerants, devoto de Trydan, o antigo deus dos trovões e tempestades. Conta-se que a mãe de Phalanx jamais se deitou com um homem antes de dar a luz e o povo daquelas terras acredita que ele é o filho do próprio Trydan. A crença se baseia na ocasião da gravidez, sua mãe teria sobrevivido ao castigo de um relâmpago e em seguida começou a gerar a criança misteriosamente.

Phalanx não pretendia ir para Sellen. O sacerdote estava na Mata dos Galhos Tristonhos, onde desfrutava de um romance proibido com uma mulher demônio. Só então se deparou com uma aldeia de homens-lagarto sendo dizimada por Trolls. Na mesma noite teve contato com um sobrevivente, um velho xamã chamado Akiri’Zesh. O xamã fora poupado do assassínio por que os inimigos temeram sua doença, algo que também assustou o sacerdote de Cerants.

As últimas palavras de Akiri’Zesh foi um pedido feito a Phalanx. Por isso ele seguiu para Sellen, onde deveria encontrar Oldur Talt Mec e orientá-lo a seguir para o “Crânio de Pedra”, um monumento sagrado dos homens-lagarto. Phalanx também devia alertar os homens daquela terra de que a praga não era obra das bruxas do norte.

Auran Fanir – Um jovem membro da nobreza iniciado nas artes arcanas. Auran nunca teve grandes dificuldades na vida e gozou de uma boa educação na capital, tornando-se um homem de princípios. Ao contrário de outros nobres de sua idade, o jovem Fanir não se interessou pela arte da espada, tão pouco pela cavalaria. Seguiu os passos de sua mãe e almejava tornar-se um arcano imperial.

A iminência de uma guerra contra os bárbaros da Vastidão acabou forçando o príncipe Jorevon a retornar para Sellen. Ele estava numa campanha ao sul, ajudando o Império a retaliar a Aliança de Ferro. Na noite em que o príncipe regressou, houve um baile comemorativo e toda a nobreza fora convidada, Auran compareceu representando a família. Acabou chamando a atenção de Karlaya, uma maga estrangeira e dama de companhia da rainha.

Karlaya suspeitava de algo e acabou arrastando Auran consigo, os dois presenciaram Dravenic De’Brist e Benesco D’Oranor conspirando contra a coroa. Pior do que isso, pareciam saber sobre a praga.

Oldur Talt Mer – Desde cedo ficou conhecido como “O olho amarelo do pântano”. É um guerreiro da Tribo do Trono de Ossos, uma comunidade de homens-lagarto que vivia na Mata dos Galhos Tristonhos. Oldur é era filho do líder da tribo, portanto desde cedo foi doutrinado como um guerreiro, sabia que algum dia teria que provar sua força para quem desafiasse sua autoridade, inclusive seus irmãos. Como líder guerreiro, ele também teria direito a boa parte das fêmeas locais e assim poderia selecionar uma mulher-lagarto por quem se afeiçoara na infância.

Oldur foi para Sellen a mando do próprio pai. Quando o xamã Akiri’Zesh teve as primeiras visões sobre a praga, Oldur, juntamente com uma dúzia de guerreiros partiu para a terra dos cavaleiros para alertar o rei dos homens. Mas enfrentou dificuldades pelo caminho, enfrentou Vendric Fanir e uma leva de cavaleiros, mas acabou vítima de uma misteriosa Flecha do Sono, que resultou em sua prisão na capital.

Uma vez que estavam juntos, eu precisava motivá-los a continuarem juntos na jornada a seguir. A essa altura eu tinha escrito sobre “um garoto desaparecido em uma aldeia ao norte” e “um sábio gnomo ex-mago”. Essa seria a primeira aventura deles antes que enfrentasse de fato a grande primeira aventura da campanha: O Segredo da Colina dos Corvos.

E antes deles partirem de Sellen eu tinha esse rascunho:

1 – Quero uma cena grandiosa cinematográfica para abrir a campanha.

2 – Quero fugitivos.

3 – Quero encontros por acidente. Quero causar confusão entre os personagens, atritos iniciais que não saibam quem é amigo ou inimigo.

4 – Preciso que concordem em investigar a Colina dos Corvos (primeira aventura). NPC’s que valham a admiração, que ganhem o respeito deles podem ajudar.

5 – Preciso de uma aventurinha introdutória.

Então usei os NPC de Sellen para ajudá-los, para responder perguntas e curar ferimentos. Eram eles: Dal’Modrim Martelo Cegante (meio-anão paladino) e Lessira Olho de Prata (sacerdotisa das famílias). Eles falaram sobre a doença e sobre maldições antigas, mas principalmente sobre um gnomo chamado Diglevanestinger que vivia numa torre mais ao norte, na costa.

Até então, suspeitava-se que a doença era uma maldição das bruxas de Cerants. Portanto a pessoa mais próxima que conhecia sobre o assunto era o gnomo. Os personagens foram encorajados a seguir para.

Então a primeira jornada se chamou: “Ovelhas Desgarras”.

Um comentário:

Fábio disse...

uhauahuah foi legal aquele encontro nos esgotos, os pjs estavam em grupos separados e ainda não se conheciam, quase rolou um combate entre jogadores, porem esse evento foi interrompido pela aparição de uma vilã que creio eu, reencontraremos em breve